30 julho, 2013

Sistemas Agroflorestais

Sistemas agroflorestais são formas de uso ou manejo da terra, nos quais se combinam espécies arbóreas (frutíferas e/ou madeireiras) com cultivos agrícolas e/ou criação de animais, de forma simultânea ou em sequência temporal e que promovem benefícios econômicos e ecológicos. Os sistemas agroflorestais ou agroflorestas apresentam como principais vantagens, frente a agricultura convencional, a fácil recuperação da fertilidade dos solos, o fornecimento de adubos verdes, o controle de ervas daninhas, entre outras coisas. As imagens a seguir foram captadas no Sítio Feijão no município de Bom Jardim - PE e mostram o sistema agroflorestal implantado há 8 anos, um exemplo de sucesso do sistema.




















26 junho, 2013

Tecnologias Alternativas Alimentares para o Pequeno Produtor do Semiárido

Na semana da Zootecnia 2013 da UFRN foram apresentados diversos minicursos, dentre eles o de Tecnologias Alternativas Alimentares para Ruminantes no Semiárido, este por sua vez, foi ministrado de forma dinâmica e didática para alunos das graduações de ciências agrárias da UFRN e UFERSA. Assim, unindo a teoria com a prática e envolvendo os alunos com as mesmas. 

Prelecionista: Leonardo Eufrázio
Alunos da graduação em zootecnia UFRN e UFERSA

Alunos da graduação em zootecnia UFRN e UFERSA
Alunos da graduação em zootecnia UFRN e UFERSA
Prelecionista: Karen Marinho
Prática silagem de colostro
Alunos na prática de silagem de colostro
Diferença entre colostro e leite
Prática de mistura múltipla
Prelecionista: Ernesto Guevara
Prática de microsilos 
Prática de amonização
Prática de amonização
Prática de feno no buraco
Prática de feno no buraco
Prática de feno no buraco
Prática de feno no buraco
Prática de feno no buraco
Turma que participou do minicurso
   

23 maio, 2013

Biodigestor Sertanejo Implantado na Escola Agrícola de Jundiaí

A atual perspectiva sustentável que aflora no mundo faz surgir diversos estudos que visam à diminuição o impacto ambiental gerado pelo o homem. Partindo dessa óptica, faz-se necessário o aproveitamento dos resíduos orgânicos gerados pela agropecuária, dando-lhes um destino correto e socialmente ambiental aos mesmos. Nesse aspecto, um dos métodos bastante empregados para esta função é a utilização de biodigestores, pois apesenta-se como um dos sistemas mais representativos para tratamento de dejetos animais via degradação anaeróbica, além de produzir duas bases de desenvolvimento econômico e sustentável, o biogás e o biofertilizante.

Vista da caixa de saída
Por linhas gerais, podemos entender o biodigestor como um sistema destinado a criar condições favoráveis para que um determinado grupo de bactérias, denominadas de metanogênicas, responsáveis pela degradação do material orgânico e a consequente liberação do gás metano, tendo em vista que os resíduos dos animais submetidos a um processo de biodigestão aneróbica converte o esterco “in natura”, em duas bases: energia renovável (biogás) e biofertilizante.
A estrutura do biodigestor consiste, basicamente, em uma câmara fechada onde a biomassa é fermentada anaerobicamente, ou seja, sem a presença do ar atmosférico, propiciando a produção do biogás e do biofertilizante. Dessa forma, podemos dizer que o biodigestor é um equipamento ou aparelho, destinado conter volume da biomassa e o produto desta, o biogás. 
Vista da caixa de entrada
A biodigestão anaeróbia é um processo conhecido há muito tempo e bastante difundida em países asiáticos, como índia e China. O seu emprego para a produção de biogás e o biofertilizante promovem o aumento da produção agrícola e a revolução dos produtos tradicionais rurais, agregando valor, organizando a produção, aumentando a conservação dos produtos, melhorando a logística de comercialização para os agricultores familiar, além de oferece soluções aos produtores, relacionados a problemas como o déficit no fornecimento de energia elétrica, energia de cozimento e a infertilidade do solo.
O manejo inadequado desses dejetos, os quais são ricos em matéria orgânica e agentes patogênicos, pode ser responsável pela poluição de águas superficiais e subterrâneas, devido ao carreamento desse material pela ação das chuvas.
Biodigestor indiano caracteriza-se por possuir uma campânula como gasômetro, a qual pode estar mergulhada sobre a biomassa em fermentação, ou em um selo d’água externo, e uma parede central que divide o tanque de fermentação em duas câmaras. A função da parede divisória faz com que o material circule por todo o interior da câmara de fermentação.
Portanto, o biodigestor implantando na Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ) campus da UFRN, Macaíba - RN, é uma adaptação do biodigestor tipo indiano, elaborada pela Diaconia. Na qual, o custo (em torno de R$ 1.500,00) de implantação fora reduzido a níveis significantes, a ponto de ficar acessível aos pequenos produtores, além de gerar outras duas bases de desenvolvimento econômico e sustentável, o biogás  biofertilizante.  

11 abril, 2013

Uso Controlado da Água para Irrigação de Fruteiras

É sabido por todos que nosso semiárido sofre com deficiência hídrica, portanto a necessidade de tecnologias que visem minimizar os desperdícios de água e maximizar seu uso sustentável e armazenamento eficaz é bastante importante.
Pensando nisso, um experimento, em fase de ensaio elaborado pela EMBRAPA Semiárido já mostra resultados surpreendentes.  
A técnica é bastante simples, pensada na real utilização e execução pelos pequenos produtores rurais. É baseada num entendimento bastante simples: fornecer a planta somente a quantidade de água necessária para seu desenvolvimento. 
Mas além disso, outras medidas devem ser tomadas, como:

1) Poda das plantas  - Isso possibilita que seu requerimento hídrico seja menor, concentrando-se na parte produtiva (Figura 04).
2) Montar sistema de irrigação - O sistema deve ser montado de maneira bem simples, pode ser distribuído por gravidade, desde que atenda a distribuição exata que se pretende. Recomenda-se utilizar um balde (Figura 01) para servir de parâmetro para quantidade certa de água ofertada. 

Figura 01
 3) Adaptação do terreno - Essa seja talvez umas das mais importantes técnicas que devem ser empregas, ela consiste na formação de murretas para barrar ou conter o fluxo de água. As murretas devem ser formadas ao redor das plantas, entre linhas e entre plantas. Ver figuras 02 e 03.

Figura 02

Figura 03
 4) Cobertura morta - Todos o espaço deve conter cobertura morta, que pode ser de restos culturais ou industriais, desde que sirva para sua finalidade (proteção, mantendo-o úmido)

Figura 04
Por fim, a quantidade de água que deve ser fornecida pode variar dependendo da época, cabe ao produtor escolher a dose que melhor responde as exigências da planta. Podendo variar de 1L à 3L por planta. 

09 abril, 2013

Muda de Palma Elefante Resistente a Cochonilha do Carmim.

Hoje é possível produzir mudas de palma a partir de tecnologia desenvolvida pelo laboratório de biotecnologia da EMBRAPA Semiárido. A tecnologia surgiu com a necessidade de expansão da cultura da palma, muito importante para regiões que sofrem com escassez hídrica. 


Mudas de Palma Elefante

Estufa 
Mudas de palma

Também a necessidade de propagação de variedades resistentes a Cochonilha do Carmim, praga que ataca a maiores das espécies de palma forrageira, e está sem controle nos estados da Paraíba e Pernambuco, com recente chegada ao estado do Rio Grande do Norte é de suma importância.
Portanto, a possibilidade de produção de mudas de palma forrageira, abre um leque de oportunidades para propagação dessa cultura tão importante ao semiárido.

28 março, 2013

Palma Forrageira

       O uso da palma forrageira no semiárido é antigo, mas sua utilização correta e por grande parte dos sertanejos é bastante restrita. 
         A segui, uma matéria do Globo Rural mostra um pouco da cultura implanta na fazenda de Eduardo Patriota no município de São Pedro-RN, sob orientações do Agrônomo, Vigoberto Alves.


         Como vimos na reportagem, o manejo da cultura é simples, porém com um custo inicial de implantação elevado, mas que a longo prazo trará retorno ao produtor.
         Outra maneira de utilização é em farelo ou desidratado, que facilita o manejo e conserva por mais tempo suas propriedades.
         Portanto a palma forrageira é uma ótima alternativa de alimento no período seco e deve ser implantada pelos sertanejos que sofrem com a estiagem do semiárido.

27 fevereiro, 2013

VIDA MARIA

Vida Maria é um curta-metragem brasileiro criado por Márcio Ramos em 2006, baseado na vida dos nordestinos que vivem zona rural do sertão.



Tal curta, expressa exatamente uma realidade que por décadas persiste em nosso semiárido. A cultura de casar-se cedo e ter vários filhos é uma reflexo da falta de instrução, educação e politicas sociais. A infância e a educação muitas vezes privada pelos próprios país, como nos mostra o curta, por acreditarem ser o trabalho o mais importante, sustenta uma sucessão de gerações que apenas sobrevivem ao nosso sertão nordestino.

Para tal, serve de reflexão, para todos e em especial, aos dotados de ferramentas e ou conhecimentos, que possam contribuir de maneira efetiva, para que haja melhoria das condições de vida.
A falta de politicas publicas que visem essas melhorias, já é sabido por todos, mas além disso, a disseminação insuficiente de técnicas e tecnologias adequadas para sobrevivência em zonas semiáridas, sustentam o maior problema. Portanto, em especial aos profissionais das ciências agrárias, nordestinos e sertanejos, façam justiça. 



" Viver no Semiárido é aprender a conviver"


No Nordeste não falta água, falta justiça!
(D. José Rodrigues, bispo emérito da Diocese de Juazeiro-BA)