26 novembro, 2012

MANUAL DIDÁTICO MICROSILOS


Microsilos

O Microsilo é uma ferramenta tecnológica de fácil acesso para o pequeno produtor da caprinovinocultura que busca alternativas de armazenar a forragem em silos pequenos, ou seja, é a forrageira fermentada, na ausência de ar, que traz benefício ao pequeno produtor, por este poder armazenar o volumoso para ser fornecidos aos animais em períodos de carência. Ótimo para ser usado em regiões semiáridas como o nordeste brasileiro, pois requer pouca mão-de-obra e baixo custo em sua confecção garantindo os rendimentos zootécnicos e econômicos da pecuária de caprinovinocultura em épocas de secas.

Este manual terá como objetivo ensinar passo a passo, como construir microsilos, o material utilizado e o mais importante, como o produtor poderá mensurar quanto cada microsilo deve ser feito para alimentar seu rebanho em um determinado período. Iremos indicar também as principais forrageiras que podem ser aproveitadas para a silagem, levando em consideração que se deve ter em mente que devemos aproveitar bem os nossos recursos que é a nossa caatinga, e por fim este manual demonstrará quanto à qualidade deste silo, garantindo o sucesso da técnica e o sucesso do nosso pequeno produtor.

Forrageira

A escolha da forrageira vai depender das condições do local, com clima, topografia, disponibilidade de forragem, pluviosidade, tipo de exploração, tamanho do rebanho, mão-de-obra, materiais e capital.
Principais forrageiras indicadas para silagem no semiárido:

·         Capim-búffel
·         Capim-gramão
·         Capim-andropogon
·         Capim-corrente
·         Capim-elefante
·         Oró
·         Tanzânia
·         Mombaça
·         Milho
·         Milheto
·         Sorgo

Aditivos


Aditivos são substâncias utilizadas para compor a silagem, a fim de promover um maior valor nutritivo, acelerar e controlar a fermentação durante o processo de silagem.
Principais aditivos indicados para silagem no semiárido:
·         Melaço
·         Farelo (trigo, milho, algodão)
·         Vagem de algaroba
·         Espiga de milho moída
·         Raspa de mandioca
·         Uréia
·         Bagaço de caju

Emurchamento

Trata-se de pré-secagem da forrageira a ser utilizada para silagem, tendo em vista que tal prática possibilita o aumento do teor de matéria seca e a concentração de carboidratos solúveis. Um período de exposição ao sol entre 6 e 12 h, é o suficiente para uma boa silagem.

Principais tipos de silos

Os silos mais utilizados para o armazenamento de forragem no Nordeste são o silo, o silo cincho, o silo de superfície e o trincheira.

Silo cincho
Fonte: Pereira Neto et al.,(2009)
Esse tipo de silo é bastante usado por pequenos agricultores, devido à baixa quantidade de foragem armazenada e por ter menor necessidade de máquinas.

Silo superfície
Fonte: Pereira Neto et al.,(2009)
O silo de superfície possui uma maior capacidade de armazenamento de forragem, porém o requerimento de máquinas é maior. É indicado para pequenas e médias propriedades.

Silo trincheira

Fonte: Nussio et al., (1999)
O silo tipo trincheira é mais usado em grandes propriedades pela necessidade de construção rural e maior uso de máquinas.

Silos alternativos

Quando a escala de produção e uso das silagens é pequena, pode-se considerar alternativas de produção da silagem que não os silos convencionais de trincheira ou superfície. Contudo, vale lembrar que os cuidados em relação à picagem, compactação e vedação devem ser os mesmos.

Tipos de Microsilos
Podem ser usados diversos tipos de microsilos entre eles:                                                                 
· Sacos plásticos
· Bombonas
· Baldes
· Canos de PVC

Passo a passo da ensilagem
1. Utilize um balde de 20kg (margarina).
2. Coloque uma fina camada de brita no fundo do balde.


3.  Coloque a forragem no balde.


4. Compacte a forragem.


5. Vede o silo com lona plástica e liga de borracha.



A silagem poderá ser utilizada após 30 dias no mínimo.


Qualidade da silagem

A qualidade da silagem está diretamente relacionada à qualidade da forrageira ensilada. Assim quanto mais rica for a forrageira ensilada, mais nutritiva será a silagem. A silagem pode conter apenas uma espécie forrageira, ou duas ou mais espécies no mesmo silo, com o intuito de aumentar a quantidade do material ensilado, como também melhorar a qualidade final do produto.
Para saber se a silagem foi bem preparada e tem um bom valor nutritivo, algumas características podem ser observadas, tais como:


Fonte: Pedroso (2003)
  • Cor clara, verde-amarelada;
  • Cheiro levemente avinagrado;
  • Textura firme e macia;
  • Sabor ácido.




Fornecimento da silagem para os animais


Fonte: Gonçalves (2012)

A silagem deve ser oferecida aos animais logo após sua retirada do silo, pois em contato com o ar, inicia-se o processo de fermentação aeróbica provocando mudanças na composição, odor e sabor do alimento. 
Recomenda-se o fornecimento de silagem aos ruminantes após o desenvolvimento de seu sistema digestivo. Silagem com cheiro ruim, escura e com bolor (mofo) não deve ser fornecida aos animais.
No início do fornecimento da silagem aos animais, deve ser feita uma adaptação a esta dieta, pois se trata de um alimento com odor, sabor e composição diferenciados. Esta adaptação é feita com o fornecimento da silagem junto com o outro volumoso ou concentrado já fornecido aos animais. A silagem deve ser fornecida em quantidades crescentes até substituir totalmente o alimento anterior. Esta adaptação deve durar aproximadamente 15 dias, para que o animal não sinta a mudança na alimentação.
Prática de ensilagem 
Prática de ensilagem

Referências

GONÇALVES, E. Bovinocultura de corte. Disponível em: http://bovileite.blogspot.com.br/2012/09/manejo-de-vacas-secas.html. Acesso em: 06 nov. 2012.

NUSSIO, L. G; PENATI, M. A; DEMARCHI, J. J. A de A. Guia para produção de silagem. Uberlândia, MG, Sementes AGROCERES, 1999. 49 p.

PEDROSO, A.F. Aditivos químicos e microbianos no controle de perdas e na qualidade de silagem de cana-de-açúcar (Saccharum officinarum L.). 2003. 120 f. Tese (Doutorado) - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz, Universidade de São Paulo, Piracicaba.

PEREIRA NETO, M.; MACIEL, F. C.; VASCONCELOS, R.; M. J. Produção e uso de silagens. Natal: EMPARN, 2009. 30 p. (VI Circuito de tecnologias adaptadas para a agricultura familiar; 2). 
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Material desenvolvido e apresentado como workshop no município de Lajes-RN, pelos alunos do curso de Pós-Graduação em Manejo Sustentável do Semiárido, como pré-requisito de avaliação do módulo "Tecnologias Alimentares Aplicadas a Sistemas Produtivos no Semiárido" ministrada pelos Prof° Valdi Lima.
Discentes: Camila Costa, Elainy Lopes, Felinto Gadêlha e Leonardo Eufrázio





28 outubro, 2012

AVALIAÇÃO DO POTENCIAL PRODUTIVO DE ESPÉCIES FLORESTAIS (Acácia, Nim e Sabiá) NA ESCOLA AGRÍCOLA DE JUNDIAÍ (EAJ)/UFRN: IMPLANTAÇÃO DE EXPERIMENTO


Rafael Augusto Dantas¹, Jucier Magson de Souza e Silva¹, Paulo Roberto de Lima Dantas¹, Ermelinda Maria Mota Oliveira², Thiago de Miranda Moreira¹, Cláudia Careli Dantas de Oliveira³, Maria Vitória Serafim da Silva³, Maraísa Costa Ferreira¹, Leonardo Eufrázio Soares4
Orientador: Gualter Guenther Costa da Silva²
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1Graduando em Engenharia Florestal UECIA/UFRN, 2Prof° Dr. da Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias/UFRN, 3Graduando em Zootecnia UECIA/UFRN, 4Pós Graduando em Manejo Sustentável do Semiárido

INTRODUÇÃO

Com o intuito de  atender à demanda de ensino, pesquisa e extensão na área florestal. Seguindo um modelo de sucesso em todas as partes do mundo, a área experimental estará apta a servir de base para realização de atividades de pesquisa com resultados passíveis de serem repassados para os estudantes em aulas teóricas e práticas. A partir dessa aplicação básica, serão identificadas e selecionadas as competências no meio do corpo discente, direcionando-se os estudantes para o treinamento científico e tecnológico na iniciação científica.

OBJETIVOS

Implantação de três espécies florestais (Acácia Mangium – Acácia, Azadirachta indica - Nim e Mimosa caesalpinifolia - Sabiá) numa área de experimentação florestal da EAJ/UFRN.

METODOLOGIA

O experimento foi implantado em abril/2012 após a realização da escolha e demarcação da área (2 ha), combate à formiga  e preparo do solo. O delineamento experimental foi um fatorial (2x3), correspondente a seis tratamentos distribuídos em parcelas subdivididas com quatro blocos, sendo o fator principal (duas formas de adubação - fundação e cobertura) e o secundário (espécie), perfazendo um total de 24 parcelas. O plantio foi realizado no espaçamento 3x3 m, tendo 64 plantas/parcela. Após o plantio realizou-se várias atividades relacionadas aos tratos culturais (limpeza, combate à formiga e replantio).



CONCLUSÃO

O experimento para avaliação do potencial produtivo das espécies Acácia, Nim e Sabiá foi implantado de forma adequada, servindo para o treinamento científico e tecnológico dos estudantes de graduação e pós-graduação.




Descrição Morfológica de um Perfil de Solo: abordagem teórica e prática

Paulo Roberto de Lima Dantas¹, Ermelinda Maria Mota Oliveira², Leonardo Eufrázio Soares³, Jucier Magson de Souza e Silva¹
Orientador: Gualter Guenther Costa da Silva²
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1Graduando em Engenharia Florestal UECIA/UFRN, 2Prof° Dr. da Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias/UFRN, ³Pós-graduando em Manejo Sustentável do Semiárido/UFRN

INTRODUÇÃO
        Na disciplina Ciência do Solo o conteúdo referente aos processos pedogenéticos leva a constituição dos diferentes horizontes de um perfil de solo. A primeira etapa para classificação de solo refere-se à descrição morfológica do perfil. A morfologia do solo é definida como as características visíveis a olho nu ou perceptíveis por manipulação, obtidas em descrições efetuadas em campo, a partir de um perfil de solo.
        Este trabalho foi realizado com o objetivo de facilitar a compreensão teórico/prática para descrição morfológica de um perfil de solo.

METODOLOGIA


            Para melhorar a questão teórica da descrição morfológica do solo, o monitor da disciplina de Ciência do Solo elaborou um roteiro de aula prática, contendo todas as etapas e características morfológicas utilizadas para descrição de um perfil de solo. Complementando a abordagem teórica realizou-se a ida à campo para abertura de três trincheiras de 1,3 m de profundidade na Área de Experimentação Florestal da EAJ, no município de Macaíba, RN. Após a abertura das referidas trincheiras foram realizadas aulas práticas com as turmas das disciplinas de Ciência do Solo dos cursos de Zootecnia, Agronomia e Engenharia Florestal. Durante as referidas aulas priorizou-se a participação direta dos alunos quanto à descrição morfológica do perfil, fazendo a análise dos diversos fatores que compõem a descrição morfológica do solo, como por exemplo: abertura de trincheira, identificação dos horizontes, espessura dos horizontes, cor, textura, estrutura e cerosidade.


RESULTADOS


      Os alunos que participaram das aulas obtiveram um maior conhecimento em relação aos aspectos morfológicos do solo, podendo aplicar o que foi repassado na aula teórica, de maneira mais real. Essas atividades ajudaram os professores a melhorarem o conteúdo didático e o acompanhamento das turmas. Foi importante, também, para que os monitores consolidassem o conhecimento dos conteúdos e tivessem uma introdução às atividades de docência.




CONCLUSÃO

          A partir da introdução de novos materiais didáticos em sala de aula, plantões de dúvidas e produção de material didático (roteiro de aula prática) foi possível implementar o processo ensino-aprendizagem, principalmente, no tema relacionado com a descrição morfológica de um perfil de solo.

BIBLIOGRAFIA 

EMBRAPA. Centro Nacional de Pesquisa em Solos. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos(SiBCS), 2006.
Santos, Raphael David dos. Manual de Descrição e Coleta de Solo, 5ª ed. Revista ampliada, Viçosa, Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, 2005.



CRESCIMENTO INICIAL DE CLONES DE EUCALIPTO NA ÁREA DE EXPERIMENTAÇÃO FLORESTAL – ESCOLA AGRÍCOLA DE JUNDIAÍ / UFRN


Jucier Magson de Souza e Silva¹, Rafael Augusto Dantas¹, Paulo Roberto de Lima Dantas¹, Alexandre Santos Pinto², Ermelinda Maria Mota Oliveira², Maraísa Costa Ferreira¹Thiago de Miranda Moreira¹
Orientador: Gualter Guenther Costa da Silva²
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1Graduando em Engenharia Florestal UECIA/UFRN, 2Prof° Dr. da Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias/UFRN

INTRODUÇÃO

O gênero Eucalyptus tem cada vez mais destaque em programas de reflorestamento. Atualmente, a área plantada no Brasil é superior a 4 milhões de hectares (ABRAF, 2011) e a sua produtividade se destaca por ser das mais elevadas do mundo, com taxas que variam de 38 a 54 m3.ha-1.ano-1 (STAPE, 2008). O objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial de crescimento de três clones (AGC144, AGC225, GG100) do gênero Eucalyptus após um ano de plantio. 

METODOLOGIA

O experimento foi implantado na Escola Agrícola de Jundiaí na área de experimentação florestal (AEF), que corresponde a área total de 6,6 ha, dividido em seis talhões de 1,1 ha, sendo dois talhões por clone. Foram alocadas 12 parcelas permanentes, sendo 4 parcelas por clone e 36 árvores por parcela. Nas árvores avaliadas foram obtidas medições de altura e diâmetro a altura do peito (DAP).





RESULTADOS
O clone com melhor taxa de crescimento foi o GG100 com as maiores médias em altura 5,41 m (±1,67) e DAP, 4,4 cm (±1,56), seguido do AGC144 com 4,57 m (±1,23) e 3,89 cm (±1,28) e do AGC225 com 3,97 m (±1,44) e 2,9 cm (±1,25), respectivamente.

CONCLUSÃO

Os clones de eucalipto (GG100, AGC144 e AGC225) apresentaram bom potencial de crescimento para região Litorânea do RN, sendo o clone GG100, aquele com maior potencial. 

BIBLIOGRAFIA 

FERNANDES, Emanuel Tássio. FOTOSSÍNTESE E CRESCIMENTO INICIAL DE CLONES DE EUCALIPTO SOB DIFERENTES REGIMES HÍDRICOS. 2012. 144 f. Dissertação - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Vitória da Conquista-BA, 2012. (onde esta referência foi citada) (incluir as referências que foram citadas e não estão aqui).







27 outubro, 2012

CONFECÇÃO DE BIODIGESTOR CASEIRO PARA PRODUÇÃO DE BIOGÁS E BIOFERTILIZANTE


     Ísis Simone Fortaleza Gomes¹, Ermelinda Maria Mota Oliveira², Thiago de Miranda Moreira³, Leonardo Eufrázio Soares4, Jose Eldo Costa5, Jucier Magson de Souza e Silva³
Orientador: Gualter Guenther Costa da Silva²
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1Graduando em Zootecnia - UFRN, 2Prof° Dr. da Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias/UFRN, ³Graduando em Engenharia Florestal UECIA/UFRN, 4Pós Graduando em Manejo Sustentável do Semiárido, 5Graduando em Agronomia UECIA/UFRN

RESUMO

           Uma das formas de aproveitamento de dejetos animais é por meio da biodigestão anaeróbia que transforma o esterco “in natura”, em duas bases sustentáveis: o biogás e o biofertilizante. O objetivo do presente trabalho foi construir biodigestor do tipo caseiro em garrafa Pet e em bombona de PVC que permita a produção de biogás e de biofertilizante. O trabalho foi desenvolvido na Unidade de Compostagem de Resíduos Orgânicos da Escola Agrícola de Jundiaí/UFRN. A partir de garrafas pets (2 L) e de bombona de PVC (100 L) foram realizadas algumas adaptações que possibilitaram entrada do dejeto, armazenamento e liberação controlada de biogás e saída de biofertilizante. Após as devidas adaptações depositaram-se os dejetos suínos diluídos com água (1:2, água/dejeto) nos respectivos biodigestores, e após 45 dias, o processo de biodigestão finalizou. O processo de biodigestão anaeróbica pode ser viabilizado a partir da confecção de biodigestor caseiro do tipo garrafa pet ou bombona em PVC.

OBJETIVOS

     Atualmente encontramos um problema que vem afetando cada vez mais a cadeia produtiva animal e o ambiente em que vivemos. Além da produção em massa de gás metano, que afeta a camada de ozônio do nosso planeta, há também a produção desordenada e mal manejada de dejetos animais, poluindo o solo, lençóis freáticos, rios e mares, sendo fontes de contaminação e disseminação de doenças. Os produtores não estão dando destino adequado aos dejetos produzidos, entulhando-os em locais abertos, favorecendo essa poluição. O objetivo deste trabalho é passar ao produtor a importância ambiental e econômica da utilização dos biodigestores para garantir a sustentabilidade da sua comunidade sem agredir o meio ambiente. Uma forma de garantir esta sustentabilidade na agricultura é a reciclagem de dejetos animais por meio da utilização de biodigestores (uma câmara fechada cheia de água e dejetos, que tem como objetivos produzir biogás e biofertilizante), diminuindo os custos e contribuindo para a sustentabilidade. Os resíduos são fermentados pelas bactérias anaeróbias (sem a presença de oxigênio), que realizam o seu trabalho em temperaturas entre 30º a 35ºC, porém a fermentação pode ser desativada em temperaturas a cima ou a baixo das referidas ou se ocorrer a entrada de oxigênio no biodigestor. O biogás serve para produzir gás de cozinha e energia; já o biofertilizante é um adubo de fácil manejo e rico em minerais. Há vários tipos de biodigestores, mas todos geram lucro ao produtor e retorno positivo ao ambiente.

MATERIAL E MÉTODOS

          A pesquisa foi desenvolvida na Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrária (UAECA-UFRN), localizada no município de Macaíba-RN, com latitude 05º 51’ 30’’ e longitude 35º 21’ 14’’. O clima da região é do tipo tropical chuvoso com verão seco (Koppen). Foram utilizados dezesseis biodigestores confeccionados com garrafas pet, e cada garrafa continha 1500 ml de substrato (água e dejetos suínos). Uma seringa foi acoplada em cada biodigestor com a funcionalidade de um gasômetro, obtendo a quantidade em ml de gás produzido, ou seja, o êmbolo da seringa se movimenta de acordo com a pressão que o gás exerce para sair do recipiente. Porém, até o décimo dia, há formação de vários gases, que foram liberados, assim foi possível quantificar os índices de gás metano posteriormente.  A pesquisa foi dividida em quatro tratamentos diferentes com três repetições. Os tratamentos foram caracterizados como: T1- 15% de H2O e 85% de dejetos; T2- 50% de H2O e 50% de dejetos; T3- 33% de H2O e 67% de dejetos; T4- 85% H2O e 15% de dejetos (Figura I e II).  


RESULTADO E DISCUSSÃO

          Os substratos foram analisados a partir do tempo de retenção em dias indicado para a finalidade da produção (Figura 3). O experimento foi observado durante 45 dias e foram constatadas variações de acordo com as quantidades de dejetos e água adicionados, formando o substrato. Foram constatadas alterações logo nos primeiros dias e no sétimo foram liberados a formação da mistura de gases, para evitar explosões posteriores e obter funcionamento eficiente.Por já apresentar uma quantidade de água significativa em seus dejetos (suínos), o experimento T1 apresentou níveis de produção de gás 40% maior que os demais tratamentos (Figura 4), deixando o substrato pastoso. Ocorreu probabilidade de vazamento de algumas das garrafas, visto que foram três repetições. Já no Biodigestor do tipo bombona (Figura 5) foi constatado a produção de gás metano através da queima e produção de biofertilizante (60L), utilizada para confeccionar uma horta orgânica (Figura 6). Essa pesquisa foi realizada com o objetivo de viabilizar a produção de um biodigestor do tipo Sertanejo (Figura 7) para a produção em larga escala de biogás e biofertilizante. Visto a dificuldade de obtenção de resultados


CONCLUSÃO

         A implantação dos biodigestores torna-se viável e gera retorno positivo, pois além de gerar lucro ao produtor ainda contribui com o meio ambiente. Ao produzir gás de cozinha ou energia elétrica a partir do biogás e adubo derivado do biofertilizante, a utilização de biodigestores deverá aumentar com o passar do tempo e técnicas novas serão introduzidas para o seu aperfeiçoamento. 


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA
NOGUEIRA, L.A.H. Biodigestão: a alternativa energética. São Paulo: Nobel, 1986;SOUZA, F.L.. Biogás- Energia renovável para o futuro. Revista Ciência e Tecnologia na Escola, vol. 33, nº 1, Fevereiro de 2011;Paris, Camila Manhas.Implantação de biodigestor e produção de biofertilizante. Trabalho (Graduação) – apresentado ao Curso de Tecnologia em Biocombustíveis, Faculdade de Tecnologia de Araçatuba, 2010. Araçatuba, SP: Fatec, 2010. 59f. : il. 





CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA DE UM NEOSSOLO QUARTZARÊNICO NO CAMPO EXPERIMENTAL DA UNIDADE ACADÊMICA ESPECIALIZADA EM CIÊNCIAS AGRÁRIAS – MACAÍBA/RN.


Cláudia Careli Dantas de Oliveira¹, Maria Vitória Serafim da Silva¹, Jucier Magson de Souza e Silva², Ermelinda Maria Mota Oliveira³, Igor de Paula Lopes Aureliano4, Leonardo Eufrázio Soares5, Thiago de Miranda Moreira², Ísis Simone Fortaleza Gomes¹, Gean Carlos da Silva Santos6
Orientador: Gualter Guenther Costa da Silva³
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1Graduando em Zootecnia UECIA/UFRN, ²Graduando em Engenharia Florestal UECIA/UFRN, ³Prof° Dr. da Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias/UFRN, 4Mestrando em Produção Animal UECIA/UFRN, 5Pós Graduando em Manejo Sustentável do Semiárido, 6Estudante do Técnico Agrícola EAJ/UFRN

INTRODUÇÃO

    A análise química do solo é o principal critério para avaliar sua fertilidade,  e consequentemente, a necessidade de adubação. No caso específico do campo experimental da Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias (EAJ), existe a necessidade de avaliação da fertilidade do NEOSSOLO QUARTZARÊNICO, para  permitir um adequado manejo nutricional dos  vários pomares (Caju, Pinha, Graviola e Maracujá),  capineiras, e da palma forrageira.

METODOLOGIA

       O trabalho foi realizado no campo experimental da Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias no município de Macaíba/RN. Foram coletadas 10 amostras simples, em pontos aleatórios, para compor uma amostra composta, nas profundidades 0 – 20 e 20 – 40 cm, utilizando um trado tipo caneca. As amostras foram analisadas no Laboratório da EMPARN em Natal – RN. Nas análises químicas além das determinações de pH (em água na proporção de 1:2,5), foram realizadas análises de macro (Ca, Mg, P, K) e micronutrientes (Cu, Fe, Mn e Zn),  sendo os teores K e Na determinados por fotometria de chama, P por espectrofotometria do visível (660 nm); enquanto, os micro foram extraídos por Mehlich-1 e determinados por espectrofotometria por absorção atômica, todas as análises em acordo com as recomendações  da EMBRAPA (1997).


RESULTADOS

     O solo apresenta acidez fraca variando de 6,32 até 6,02, nesse caso não se recomenda aplicação de calcário. Estes fatores refletem ausência de alumínio. Por outro lado os teores de Ca e Mg estão muito baixos nas duas profundidades( 0,40 e 0,25) e (0,16 e 0,10) respectivamente. Para culturas exigentes em cálcio é necessário que se faça aplicação de Ca e Mg por meio de calagem. A porcentagem de sódio trocável foi 10, indicando uma ligeira sodicidade. Apesar da saturação por bases apresentar o valor médio de 48%. Esse valor não reflete a fertilidade atual do solo, pois parte significativa do complexo de troca está bloqueada pelo Na. Em geral, os teores de P (2 e 1) e K (46 e 12 mg/dm3) bem como os de micronutrientes Fe (8,5  e 11,3), Zn (1,46 e 1,05), Cu (0,2 e 0,08) e Mn (1,08 e 0,54 mg/dm3)  para as camadas de 0 – 20 e 20 – 40 cm variam de muito baixo, baixo e médio.
       A disponibilidade dos nutrientes variou de muito baixa (P, Cu e Mn), baixa (Fe) e média (K e Zn), indicando, em geral, uma baixa fertilidade para o Neossolo Quartzarênico. Os teores muito baixos de cálcio e magnésio, sinalizam que para culturas mais exigentes há necessidade de complementação por meio da calagem apesar do valor do pH está em nível adequado. O Percentual de sódio indica uma ligeira sodicidade, alertando para o manejo da irrigação. 







24 agosto, 2012

Projeto cria política para incentivar uso de biomassa como fonte de energia


Proposta em tramitação na Câmara obriga empresas de distribuição de energia elétrica a contratarem anualmente, por meio de leilão, pelo menos 250 megawatts de energia elétrica produzida a partir de biomassa. Pelo texto, a compra de energia produzida com biomassa, na quantidade mínima exigida, deverá ser feita anualmente por um período de 25 anos, com início em 2014. Para participar das licitações as concessionárias, permissionárias e autorizadas do serviço público de distribuição precisam comprovar um índice de nacionalização de equipamentos e serviços de, no mínimo, 70%.
Entre os principais tipos de matéria orgânica que podem ser usados para a geração de energia elétrica estão o lixo urbano, o bagaço da cana-de-açúcar e os resíduos florestais e agropecuários.
A medida está prevista no Projeto de Lei 3529/12, do deputado Irajá Abreu (PSD-TO), que institui a política nacional de geração de energia elétrica a partir da biomassa e estabelece critérios para a ampliação do uso dessa fonte de energia pelo Sistema Interligado Nacional (SIN).
Segundo a política, os contratos celebrados terão prazo de vigência mínimo de 15 anos e, a cada dois anos, será apurada a diferença entre a quantidade mínima de energia a ser adquirida e a efetivamente contratada. Sempre que a quantidade comprada for inferior ao mínimo exigido, o projeto determina que a compensação seja feita no ano subseqüente à apuração, por meio de leilão de compra de energia elétrica proveniente exclusivamente da biomassa.
Dep. Irajá Abreu 
O aproveitamento energético da biomassa – quantidade de matéria orgânica presente em um ecossistema – ocorre geralmente pela queima (combustão) direta ou por processos termoquímicos e biológicos. “Nos processos biológicos, por exemplo, a energia é disponibilizada na forma do biogás, que é produzido pela ação de bactérias que atuam no material orgânico em decomposição”, explica o autor do projeto.
Chamada pública
Ainda conforme a política, concessionárias, permissionárias e autorizadas do serviço público de distribuição de energia deverão realizar, pelo menos uma vez a cada ano, chamada pública para a aquisição de energia elétrica produzida com biomassa por empreendimentos com capacidade de geração igual ou inferior a 1.000 quilowatts.

Nesse caso, as unidades geradoras contratadas ficam isentas do pagamento de tarifas pelo uso dos sistemas de transmissão e distribuição de energia por um período de 15 anos. Após esse prazo, valerá a regra atual estabelecida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que concede 50% a unidades geradoras que tenham por base fontes solar, eólica, biomassa e cogeração qualificada com potência injetada nos sistemas menor ou igual a 30 mil quilowatts.
Isenções
A política garante às empresas geradoras a possibilidade de deduzirem do Imposto de Renda (IR) os gastos decorrentes da aquisição de bens e serviços a serem utilizados na construção ou montagem de instalações destinadas ao aproveitamento da biomassa. Pelo texto, os gastos poderão ser deduzidos até o limite de 8% do lucro operacional obtido pela pessoa jurídica em cada período de apuração. A proposta, no entanto, permite que o saldo não aproveitado em razão do limite seja deduzido nos períodos de apuração seguintes.
Tramitação
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Minas e Energia; 
de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.